terça-feira, 27 de setembro de 2011

Por um fio





Por um fio eu não tomei uma decisão que ao que tudo indica, estragaria a minha vida; por um fio eu não pirei; por um fio eu não mandei todo mundo se lascar. Assim acontece na vida de todo ser humano. Hoje ouvi de uma amiga que Deus já me livrou de muita coisa ruim e esse texto - que comecei a escrever antes de conversar com ela - casa tão bem com o que ela disse que não poderia deixar de postá-lo hoje.

Vejo essas situações que não acontecem por um fio como uma segunda chance, um alerta, uma forma de nos moldar, de nos tornar alguém melhor, mas principalmente, um ato de cuidado, atenção e misericóridia de Deus por nós. E pensar que todos os dias muita tragédia não nos acontece por um fio e sequer nos damos conta. Somos muito limitados, frágeis e tolos, pois ainda assim, POR UM FIO não nos esquecemos de todos as segundas chances que tivemos. Pobres de nós...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Faxina






Sempre ouço dizer que bolsa de mulher é uma loucura, tamanha bagunça. E é mesmo. Na minha bolsa eu deixo acumular nota fiscal de tudo o que vocês possam imaginar, aqueles malditos papeizinhos de cartão, extrato bancário, papel que distribuem na rua, sem falar de remédio para dor, batom, uns dois livros, carteira, celular e outros papéis que sinceramente nem sei mais do que se trata.

Bolsa cheia de coisa inútil é fichinha comparada ao coração de uma mulher e o tanto de entulho que carregamos nele geralmente sem perceber, pois acostumamos com o peso da saudade, da dor de cotovelo, da mágoa, da decepção, dentre mil coisas... A vida é corrida e mulheres têm que ser mães, profissionais de excelência, amigas, conselheiras e trocentas outras funções. Deve ser por isso que os dias vão passando e nem nos damos conta da quantidade de sentimentos e lembranças inúteis que deixamos pesar em nosso coração. Geralmente, só percebemos a entulhada quando algo nos chateia e aí paramos para refletir e xingar muito a pessoa que nos chateou , então vem tudo à tona e de forma inconsciente misturaramos a chateação de agora com aquele calo que nem melhorou e mesmo assim calçamos um salto alto a fim de disfarçar e aí dóóóói que é uma coisa e só nós sabemos o quanto. Foi exatamete assim que me ocorreu um dia desses. E não teve jeito, eu disse para mim mesma: Que comece a faxina!

Estou juntando tudo o que é inútil, o que me atrasa e machuca. Vai ficar um brinco, como diria a minha avó. Depois é só cuidar para que bagunça, eu só carregue mesmo dentro da minha bolsa.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Defeitos.



É a segunda vez que tento escrever esse texto, o que acabei de deletar estava complexo demais, não gostei. Mas vamos lá! Um dia desses, busquei alguma maneira de expressar que  eu só consigo ser eu mesma, com todas as minhas particularidades, todos os meus medos, sonhos, devaneios, etc, etc, etc, etc, etc... Escrevi isso no facebook e algumas curtiram. Legal. Curtir é tranquilo, ler e achar coerente ou sincero, idem. O problema está em aceitar o outro exatamente como ele é.

Eu não sei bem a impressão que causo - inclusive já escrevi sobre isso aqui -, mas no auge da minha individualidade um tanto maluca, fico triste quando percebo que o fato de ser eu de maneira aberta e sem máscara, decepciona ou magoa. Gostaria que passassem a mão na minha cabeça e me dissessem que é normal errar. Sei que é pedir demais, principalmente porque eu mesma não consigo ser assim quando o defeito em questão é do outro, rs. Mas creio que todos os tipos de relacionamentos, até os familiares, seriam melhores se encarássemos com um pouco mais de paciência e comprensão os defeitos alheios.

É só uma ideia, uma obervação, uma constatação minha. Ah, encerro com vontade de dizer algo, então o farei: Amar alguém e magoá-lo, não só é possível, como é normal. Sejamos então menos exigentes.