quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por livre e espontânea pressão


Já ouvi várias vezes alguém dizer que fez/fará alguma coisa por livre e espontânea pressão, rs. Eu provavelmente já disse também em alguma brincadeira, apesar de nem lembrar, mas essa é uma situação que chama a minha atenção. Por quê alguém faria algo sem estar com vontade? Não entendo bem o motivo que leva a isso, mas consigo entender que a probabilidade de haver um arrependimento é de 99%. Não digo 100%, porque a vida é surpreendente, mas é muito fácil imaginar que fazer algo por pressão vai gerar arrependimento. Esse "algo" pode ter uma variação imensa, mas na maioria dos casos, trata-se de "algo" que vai contra princípios, educação e principalmente consciência. O resultado quase nunca é bom.

É absolutamente normal encontrar opiniões diferentes e eu acho que convivo até que muito bem com isso, me considero flexível, mudo de opinião quando julgo necessário, mas mudar princípios ou fazer algo que venha prejudicar minha tão querida consciência? Não! Aí não!

Vivi certas experiências, muito blá blá blá no meu ouvido, muita pilha e pouca compreensão. Opiniões estão aí para serem expressadas mesmo, podem me considerar uma boba, uma inocente ou até doida. A minha resposta é: nada vale mais que a minha consciência e consequentemente, a minha paz.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Saudade é o nome

Podem me ver como for, onde for, com quem for, eu serei aquela mesma Flávia que ri, abraça, dá a mão, chora fácil, esbarra em quase tudo, observa e que por dentro, explode de saudade. Podem me definir como for, mas a verdade é uma só: eu sou só saudade. E não me vejo diferente disso no futuro. Essa deve ser a minha cruz...

Longe de mim parecer triste, dramática ou deprimida. A razão da minha saudade, jamais me permitiu ser baixo astral. Quem me conhece, conhece também a minha alegria. Mas a minha saudade, só eu conheço. E sinto todo dia, toda hora... Sinto quando acordo e não vejo ninguém, sinto na hora do almoço quando não tem barulho de panela, nem cheiro de comida ficando pronta, sinto quando tô insegura, sinto quando tô lá na praia e me bate aquela vontade de ligar pra casa... Eu queria ligar ouvir aquele "alô", aquela voz que há muito tempo eu não ouço...

Hoje, agora, nesse segundo, eu tô assim, querendo de qualquer jeito ver a minha adorada, que me faz sentir tanta saudade, tanto amor, tanta vontade de ser simplesmente olhada... Mãe.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Reciprocidade

Se eu der um tchau na rua pra alguém e não for correspondida, fico no mínimo morrendo de vergonha. Se der um sorrisão e em troca nem enxergar os dentes da pessoa, vou ficar contaminada com o mau humor ou tristeza do mesmo, imagine então se eu amar e não for amada... Pensando nisso, pergunto-lhes, caros leitores: Existe coisa melhor do que ser correspondido (a)?

Esses dias, encontrei um amigo muito querido  com sua namorada, aí observando os pombinhos com os meus olhos amendoados - hahaha - vi o quanto estavam felizes e reparei que o carinho deles, o olhar apaixonado, a felicidade, tudo, observei que tudo era recíproco. Aí pensei: Hum, essa é a essência. 

Também por esses dias, num momento não muito feliz, vi o quanto uma amizade realmente importa e o valor que tem na minha vida. Dizem que para ter uma noção do valor de uma pessoa, devemos pensar em como seria se a perdêssemos. Bom, eu já sabia o quanto a minha amiga era importante, mas vi o tamanho do meu amor, quando imaginei como seria a minha vida sem ela. Foi aí que percebi o quanto ela merecia a reciprocidade de tudo o que fez por mim, de todos os momentos em que esteve ao meu lado, de toda irmandade.

Costumamos usar de frases feitas quando falamos em relacionamentos - seja ele familiar, profissional, de amizade ou amoroso - mas é tudo tão simples de viver. É dar e receber. Só isso, naturalmente, sem cobranças, simplesmente vivendo a reciprocidade. Experimentei e fui feliz, aliás, estou sendo. Recomendo! :)


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Não acomodar com o que incomoda"


Nos últimos dias, ando meio sem paciência e de cara feia para algumas situações. E aí, já sabem, né? Ops, quem me conhece sabe. Sabe que quando não estou satisfeita, falo, falo, falo e falo. Antes gritava, hoje em dia eu só falo. Observem a evolução, hehehe!

Quando falo, alguns entendem, outros fazem uma cara tão feia quanto a minha, tem ainda quem dê risada de mim. Mas o que constatei foi: Falar - mesmo sendo melhor do que gritar -, não adianta nada! Meu Deus, quanto tempo eu perdi sem me tocar! Quantos ouvidos sofreram com meus gritos e quantas almas pacientes já tiveram que me escutar! Enquanto isso, o que me incomodava, continuava incomodando, às vezes até com mais intensidade.

Resumo os últimos meses em "aprendizado". Tenho aprendido e muito, e eis que quando já estava quase me sentindo uma espertona, eu descubro que preciso me mexer, usar da minha capacidade presenteada por Deus, tomar alguma atitude em relação ao que me incomoda.

A minha chateação com o que não está do meu jeito, andou tirando a minha inspiração, inclusive. Ontem estava pensando em escrever, mas não conseguia ter paciência para arrumar minhas ideias. Daí, enquanto estava no twitter, reclamando justamente disso, vi uma frase que era exatamente o que faltava para a minha ficha cair. Frase do Fernando Anitelli do Teatro Mágico, frase que virou título desse post, frase de efeito, verdadeiramente falando, frase que não sairá da minha cabeça enquanto eu viver: "Não acomodar com o que incomoda."