quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que ficou marcado







Somos todos únicos. Muitas coisas nos diferem dos demais... Nacionalidade, personalidade, criação, traços físicos e as nossas marcas.

Acredito que exista um plano traçado por Deus para cada um de nós, antes mesmo de nascermos. Fico imaginando Deus programando numa espécie de fichário ou numa planilha de Excel o dia do nascimento, dia da nossa morte e tudo o que viveremos nesse mundo.

Outra Flávia como eu não existe e se existisse, imaginem que doideira! haha! Aí imagino Deus lá pensando: "Bom, essa aqui se chamará Flávia, vai nascer no Brasil, lá em Campos, no Rio de Janeiro (poxa vida, Deus! Queria ter nascido na Itália, haha!) no dia 29 setembro de 1987. Vou dar de presente para ela uma mãe carinhosa, dedicada e amiga e para não faltar juízo, darei de presente um pai íntegro, honesto e compreensivo. Ah, quando ela nascer, já existirá o Fabrício para ser o irmão, esse servirá para exercitar a paciência dela (hahaha), mas eles se amarão no final das contas. Flávia terá uma infância então bem tranquilinha, normal e feliz. Porém, eu, DEUS, sendo justo, mesmo amando Flávia deixarei que ela se responsabilize pelos atos e aceite as consequências. Mas jamais a deixarei. Estarei com ela em todos os momentos e a Minha força será com ela..."

E assim Deus continuou escrevendo a minha história. Óbvio que tudo se cumpriu e continuará se cumprindo de acordo com a vontade de Dele.

Pode haver alguém que tenha passado por situações parecidas com as que eu vivi, mas as marcas que ficaram, são minhas, só minhas. Só eu sei, só eu senti do meu jeito, ninguém sentiu igual. Acho que de todas as coisas que diferenciam pessoa por pessoa, as marcas que carregamos em nós é o que temos de mais individual, de mais "nosso". Ninguém sabe exatamente o que se passa no nosso coração, por mais que nos conheça. Podem imaginar, mas sentir igual, é impossível.

Não reclamo (quase nunca) da vida. Tenho muito mais a agradecer! Tenho marcas que me emocionam, a maior delas, sem dúvidas, foi a oportunidade de  ter a minha mãe perto de mim por quase 20 anos e receber o amor mais bonito que já vi. Mas também tenho as marcas das coisas que machucaram, palavras, atitudes, decepções... Tenho certeza que você também!

Coisas ruins infelizmente acontecem com todo mundo e com elas crescemos, evoluímos, aprendemos um monte. Dói! E como dói! Mas passa... Passa, mas a gente não esquece. Eu não me esqueço das coisas tristes que vivi, tenho marcas aqui. Cabe a mim deixar essa marca ser uma ferida aberta ou uma cicatriz. Tenho aqui nas costas uma cicatriz de uma cirurgia que fiz quando ainda era criança. Olho para ela no espelho, lembro o porquê dela estar ali, mas nem dói. E assim eu quero que sejam as marcas do que não foi bom, que virem cicatrizes, para serem lembradas só de vez em quando a fim de me ensinar algo, mas que não causem dor...

Que as nossas marcas de carinho, amor e momentos felizes, estejam no nosso coração e que sejamos então "felizes para sempre"!
 



 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Paciência





A paciência é considerada uma das sete virtudes, e dentre elas, a mais difícil de se desenvolver, segundo a obra "Apotheosis", escrita por Prudêncio, um cara que foi considerado o maior poeta cristão da antiguidade.

Eu diria que paciência é ir pra guerra com a certeza da vitória, porque uma pessoa paciente, tem os pés no chão, serenidade, alcança o alvo sem grandes desgastes emocionais, e naturalmente é mais confiante.

Falando de mim, eu sou uma criaturinha ansiosa além do limite aceitável, questionadora incansável e calculadora do futuro, haha. Sério. Eu calculo como as coisas serão, como fulano agirá, etc. Em resumo: eu sou é completamente maluca, mas disfarço bem (ou não). E aí pensem se é possível uma pessoa ansiosa, questionadora e calculadora do futuro, ter a tal virtude que tanta gente chama de PACIÊNCIA. É impossível! E eu só lamento por isso... Não, isso não foi aquele modo de falar. Eu realmente lamento! E muito! Ser impaciente desgasta, stressa e me dá de brinde fios brancos. Até me considero forte diante de situações complicadas, já passei por várias e permaneço viva e sorridente, mas sem sombra de dúvidas, se eu tivesse paciência, tudo seria mais fácil e acreditem, mais rápido. Simplesmente porque uma pessoa impaciente, vive metendo os pés pelas mãos e daí tem que voltar lá no início e começar tudo de novo.

A palavra ESPERAR já me irrita. Mas quem perde com isso? Euzinha aqui. Perco o sono, a graça e o tempo que poderia estar curtindo enquanto tô impaciente. Acho que de uma forma geral, a grande maioria das pessoas é assim. Uns menos, outros mais.

A Bíblia nos fala muito sobre a Paciência. Vejam alguns versículos:


"Para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas." Hebreus 6:12

"Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima." Tiago 5:7-8


"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança." Romanos 5:3-4


"Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão." 1 Timóteo 6:11
 

Antes de escrever aqui pro blog, eu andei lendo alguns artigos sobre o assunto e vi que além da mensagem de Deus que nos é passada na bíblia, nós também podemos nos dar uma forcinha.

Segundo os psicólogos, paciência exige treino. E depende de nós dar ou não espaço para o que nos deixa impaciente. Bom, eu penso que talvez isso resolva em situações do dia-a-dia como no trânsito, com aquele colega lerdo do trabalho ou aquela pessoa chata da fila do banco, etc. Isso aí a gente consegue fugir, ou ouvir uma música que nos ajude a distrair, etc. Mas e aquelas situações que exigem única e exclusivamente ESPERA/PACIÊNCIA? O que fazer? Nesse caso o Milton Paulo de Lacerda, psicólogo e autor de livros sobre a paciência, diz que o treino da paciência requer saber lidar com adversidades. Há quem diga também que praticar atividades físicas ajuda bastante ou ainda fazer 20 minutos de meditação diária.

Eu particurlamente penso que tudo é válido e que apesar de ser bem difícil na prática, não é impossível. O esforço deve valer a pena! Digo deve porque ainda não me esforcei pra isso, confesso. Mas assim que souber, isso será papo pra um outro post.

Então: Sorte e tolerância aos impacientes como eu! 

Indico o livro: "Paciência - ter ou não ter?" do Milton Paulo de Lacerda.


                                                                      


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um Lance ou um Romance?

 


Na época em que eu usava aquele site de perguntas e respostas, o Formspring-me, me mandaram essa pergunta mais de 10 vezes e em todas elas, eu como super mulherzinha, super romântica e super sonhadora que sou, respondi sem pensar duas vezes: ROMANCE!

Aliás, é difícil encontrar alguma mulher que responda diferente disso. Nós temos mesmo essa ilusão de querer transformar nossa vida amorosa em conto de fadas. 

A gente percebe que deu uma fantasiada, depois dos primeiros 3 meses de namoro, ou quando a paixão virou um amor de verdade. Aí, já era! Aí tudo dá dor de barriga, tudo stressa, tudo, tudo, tudo te faz pensar em quem você ama. O telefone que não toca, vira teu inimigo; o e-mail que não chega vira teu inimigo, o mundo a sua volta fica feio se o seu amor não está por perto... É uma coisa de doido, gente!

Andei pensando sobre isso... Sobre a verdadeira agonia que é amar alguém. O problema é que mesmo sabendo dessa agonia e ansiedade que tomam conta de nós quando amamos, perdemos a vergonha na cara quando estamos sozinhas e o que mais desejamos é viver o famoso romance e nem lembramos que quase morremos de amor. Meu Deus, como é complicado!

Pensando sobre o assunto, me veio à cabeça a possibilidade de viver só um lance. Uma coisa mais leve, sabe? O famoso ficar sem compromisso. Se curtir, sem amar.

É, eu pensei... pensei... e repensei... E aí me perguntei: Mas e quando estiver chovendo em pleno sábado à noite e eu estiver triste? Putz, nessas horas nada cai melhor do que um amor do lado te fazendo carinho. Ok, eu sou uma boba sentimental. Mas é assim mesmo! Acho que até os homens que se vestem de frios e sérios curtem uma companhia nessas horas. Mas o pior é que não pára por aí. Além das noites frias, também é muito bom ter um amor pra te defender daquela injustiça que te fizeram no trabalho, um amor pra se importar se você tem se alimentado bem, um amor pra te animar, um amor que te cause uma saudade absurda que quase te mata, um amor que você queira cuidar, um amor que você tenha escolhido pra ser o pai/mãe dos seus filhos, um amor, punto e basta. 
Cena do Filme "Romance" com Wagner Moura e Letícia Sabatella
Eu penso que mesmo com toda agonia, sofrimento e entrega que o amor nos causa, vivê-lo é bem melhor que não tê-lo, não sentí-lo. Melhor sofrer por ter, do que sofrer por não ter. De toda forma, sofremos, não tem jeito. Li uma frase que é mais ou menos assim: "Todos nos causam sofrimento, basta saber por quem vale a pena sofrer." E eu acho que é por aí mesmo.

Eu amo, em primeiro lugar porque amar é um mandamento de Deus e Ele não nos fez para vivermos só, depois porque assino embaixo daquela frase do Mário Quintana que diz: "Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."

Sendo assim, depois de muito pensar, novamente respondo ao título desse post: RO-MAN-CE.










segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Autenticidade e Respeito

Eu sou do tipo de pessoa que não consegue guardar opinião, respirar fundo pra não estourar, muito menos dormir com algo preso na garganta. Falo o que vem à cabeça, às vezes acerto, outras vezes erro feio. E assim eu vou vivendo. Tentando melhorar, mas mudar algo que é parte da minha personalidade é muito difícil. Quem me conhece e gosta de mim, aprendeu a conviver e desconsiderar muita coisa que digo num impulso ou numa hora mais agitada.

O fato, é que falo (mesmo que no impulso) exatamente o que penso ou sinto no momento, não omito, não engano, nem faço tipo. Se descubro que errei, peço perdão de coração verdadeiramente arrependido e pronto. Eu prefiro pecar por ser assim, do que pecar por enganar, por iludir e não respeitar as pessoas.

RESPEITAR; Esse é o ponto. Se mostrar exatamente como é, com todos as qualidades e defeitos deveria ser lei. Pra que fingir, montar um personagem se uma hora ou outra a máscara vai cair? Ninguém consegue esconder traços de sua verdadeira personalidade por muito tempo. Uma hora, o alarme dispara e pronto, você sem perceber mostra o seu verdadeiro eu. Mostrar-se de cara e coração limpos, é respeitar a si mesmo, é evitar problemas pra si, mas principalmente respeitar quem te rodeia e merece saber com quem está lidando.

Autenticidade é tão raro hoje em dia... Respeito então...
Queira se aborrecer com alguém que erra, mas que te mostra verdadeiramente quem é. Vale muito mais a pena! Ser feliz com alguém que não te mostra o que o coração diz de verdade, é momentâneo e nada vantajoso.

Eu aceito uma autenticidade, mesmo que nesse pacote, venham inúmeros defeitos (afinal todos temos). Mas não só NÃO aceito, como DESPREZO quem sorri de mentira, quem forja caráter e desconhece o respeito.

domingo, 10 de outubro de 2010

Quem? Eu?

Blogar. Expressar, formar e compartilhar opiniões. Desabafar. Trocar ideias. Eu nasci com vocação pra tudo isso. Na escola as melhores redações eram as minhas. Frases vencedoras publicadas em jornal... Coisa de criança, mas que já indicava o meu talento. Aos 13 anos de idade já trabalhava em rádio FM e fui assim até os 18. Conciliando trabalho e escola. Trabalho que mais era um hobby, pura diversão, puro prazer.

Aos 16, além da rádio, fiz teatro. E adivinhem! Lá estava eu me destacando no grupo. Aos 17, ainda na rádio, apresentava eventos, shows lotados, gente me olhando, me conhecendo e reconhecendo. Entre amigos? A mais doida, segundo os próprios. Isso porque conversar com garçons, fazer amizade na fila do banco e dançar com bêbados nas festas, eram coisas normais... Sempre acontecia comigo.

Depois dos 20 anos, lá estava eu na faculdade de Comunicação Social. Meu objetivo? Jornalismo, claro! Mas dessa vez queria TV. E um pouquinho de rádio também, minha grande paixão, não nego.

Entre os acontecimentos da vida, aqui estou. 23 anos, comunicadora nata. Não tem como negar! Amo comunicação, amo conviver, amo compartilhar, amo todas as formas de se expressar! E por que não ter um blog? Por que não juntar essa minha paixão pela comunicação com o meu impulso em falar o que penso e sinto?

Não sei ainda no que vai dar, mas acho que vou gostar. Ao menos servirá de experiência.

Então, prazer, sou Flávia Scáfura. E a gente se fala... :)