terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adeus, ano velho!




Parece blá blá blá, mas a verdade é: 2010 voou!!!

Passou e eu nem vi, só me dei conta agora que está acabando. E que bom que está acabando. Estou ansiosa por um novo tempo, que na verdade, já começou no meu coração.

Em 2010 eu fui a Flávia de sempre. Passei uns 785 trotes, dei umas 121.585 gargalhadas e chorei também, quase que na mesma proporção. Fiz amigos, conheci pessoas, gostei de pessoas, me iludi com pessoas, me decepcionei com pessoas, amei as pessoas de sempre e aprendi a amar novas pessoas que Deus colocou no meu caminho, bloqueei uma média 258 pessoas no msn - hahaha, é brincadeira -, fiz birra, perdi a razão, errei, acertei, vivi.

Gostaria muito de dizer que 2010 foi um ano de metas alcançadas, sonhos realizados... Estaria mentindo se o fizesse. Esse foi o ano em que mais perdi tempo, em todas as áreas da minha vida. Perdi o meu tempo com quem e com o quê não devia, confesso. Mas querem saber? Valeu! Aprendi bastante, cresci, evoluí como filha - do Pai do céu e do Pai aqui da terra - , como irmã, como cunhada, tia, prima, sobrinha, neta, amiga, como ser humano. Acredito que nada é por acaso e digo - apesar de tudo - que sou feliz o suficiente para não murmurar.

O tempo foi perdido, mas o ano de 2010 não! Quando pensei que o ano terminaria vazio e sem gás, algo que marcou a minha história aconteceu. Se eu pudesse resumir 2010 em uma palavra, seria RECONCILIAÇÃO. Meus olhos se enchem de lágrimas nesse momento e o meu coração se alegra quando lembro que nesse ano, eu me reaproximei de Quem mais amo, de Quem é dono de mim, de tudo o que tenho e tudo o que sou.

Termino o ano com o coração feliz e agradecido porque perder tempo é o de menos, enquanto muitos perdem a vida. Estou viva para ter um ano novo, com um coração novo em folha, sonhos mais vivos do que nunca, uma família linda, pessoas que são verdadeiros presentes, muita saúde, muita força, muita fé e uma nova maneira de pensar e agir.

Desejo que em 2011, Deus esteja no controle das nossas vidas, que sejamos sábios, humildes, que façamos a diferença e que o Deus que nos manteve vivos até aqui, seja glorificado através de cada atitude nossa!

Beijos e muita paz! Até o ano que vem!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Então é natal...






Particularmente, nunca gostei do natal. Por algum motivo que desconheço, o natal sempre me trouxe uma pontinha de tristeza desde muito novinha.

Amo Deus acima de qualquer coisa, amo o seu filho Jesus que nasceu, sofreu e morreu por nós, mas eu não o amo o natal! Acho uma data cheia de hipocrisia, onde todos esquecem possíveis mágoas, os famosos "santos que não batem" e se abraçam com sorrisos forçados; É uma data onde o "eu te amo" que quase não se ouviu durante todo o ano, soa aos ouvidos toda hora; Natal também é tempo de comprar compulsivamente e iludir pobres criancinhas dizendo que aquele velho horrendo que chamam de papai Noel existe. Pra quê isso? Qual é o sentido de contar uma mentira ridícula como essa para a criança?

Não estou querendo entrar no tema religioso, tampouco julgar crenças. Gostaria apenas de desabafar que Jesus nasceu e deu a vida por nós e isso não deve ser lembrado somente no dia 25 de dezembro! Quem nos magoou não deveria ser abraçado numa festa social simplesmente para manter uma aparência, ou perdoa ou não perdoa; Que o amor e a compaixão deveriam fazer parte da nossa vida quando um mendigo bate à nossa porta no dia-a-dia e não atendemos, não somente em época de natal; Que uma criança não cresce mais feliz por acreditar que aquele barbudo existe!

A suposta paz, amor, união, perdão, compaixão que duram uma só noite, não alegram ao "aniversariante" que deu a vida por nós. É tempo de refletir... e fingir menos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Selos

Este é um post especial, pois o blog está recebendo selos muito legais e muito importantes para um blogueiro.

Lembro que há pouco mais de 2 meses decidi fazer o blog para compartilhar minhas insônias, meus impulsos, meus desabafos, minha vida. Ainda não sabia como seria, mas hoje posso dizer que está valendo muito! Então aproveito para agradecer aos leitores que sempre comentam e também aos que acompanham o blog quietinhos, hehe! É um prazer compartilhar com vocês! Um beijo a todos!

Não poderia deixar de agradecer ao Eumar Lima do Blog: http://a-verdadenuaecrua.blogspot.com/ que foi quem me indicou para receber os selos. Obrigada, querido! Muito sucesso para todos nós!

Agora é a minha vez de indicar alguns blogs que leio e que gosto muito. Em minha opinião, merecem receber os selos:







As regras para receber os selos são:


1- Primeiro: precisa ser indicado por alguém que recebeu;

2- Segundo: Quem recebeu precisa indicar de 5 a 15 blogs que não possui tais selos;

3- Terceiro: Publicar os selos em um post e avisar aos indicados;


Seguem os selos que  ganhei e que ficarão ao lado daqui pra frente:













sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Espelho






Já parou pra pensar quantas vezes você se olha no espelho? Eu me olho até em vidro de carro quando passo na rua, se querem saber... hehe! E isso já deixou de ser coisa só de mulher. Os homens hoje em dia, são muito vaidosos e se preocupam bastante com a aparência também. Quem nunca viu um homem olhando os músculos ou alisando o rosto depois de fazer a barba no espelho? A preocupação com a aparência é de ambos os sexos.

Diariamente nos preocupamos com uma série de coisas e infelizmente esquecemos de bens muito preciosos. Não seria hipócrita em dizer que não me preocupo com a minha imagem. Me preocupo sim! Mas hoje eu gostaria falar de algo muito mais importante e de um espelho especial.

Na minha aparência, se pudesse eu mudaria um monte de coisas. Mas não mudaria quem eu sou, de onde vim e o que aprendi olhando para o mais especial dos espelhos, que é a minha família.

Já falei bastante dos meus defeitos aqui, mas hoje eu quero mostrar meu lado bom; Ou melhor: eu quero mostrar o lado mais lindo que eu tenho, e tenho porque aprendi com a minha família. Por causa de Deus e da minha família, eu tenho caráter e respeito por qualquer ser humano. O que sou, o que tenho, tudo eu devo a eles, porque neles eu me espelhei e aprendi o caminho correto. Tenho orgulho disso!

Família é o espelho onde os nossos olhos devem estar, é o bem mais precioso que podemos ter, mas acima de tudo, é um projeto de Deus. Às vezes eu me cobro de dar um pouco mais da minha companhia para a minha avó e penso no tempo que perco com coisas muito menos importantes. Hoje, eu gostaria de simplesmente refletir com vocês sobre isso. Usei a aparência e o espelho para mostrar o quanto nossos olhos estão em "coisas", enquanto poderiam estar em pessoas e no espelho que nos ensinou a ser quem somos.

Desejo que a paz, o amor e que os nossos olhos atentos não estejam em nossa família somente na época do natal e na hora do amigo oculto, mas que assim como olhamos todos os dias para o espelho da parede, possamos olhar também para o espelho que nos amou e nos tornou pessoas especiais.

Feliz família!



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Troco



Não, eu não estou falando daquele 1 centavo que esperamos receber de troco quando compramos algo de 9,99... hehe!

Esses dias comentei com uma amiga o quanto eu absorvo o que me dizem ou o que me fazem, seja uma coisa boa ou ruim. Quando é bom, fico feliz da vida, mas quando não é muito agradável, fico com aquilo martelando na cabeça por alguns dias. Quantas vezes a simples maneira de falar, já nos entristece? Ou quantas vezes nos chateamos porque esqueceram de nos de ligar? E pior: Quantas vezes, pessoas usam palavras que doem mais que um soco?

Às vezes dizemos: "Ah, não me importo com a opinião de fulano!"  Nem mentimos quando falamos assim não... Pode mesmo não ter muita importância, mas alguma reação em nós vai gerar, não tem como fugir disso.

Fiz uma pesquisa com alguns amigos, colegas e conhecidos para saber como as pessoas têm agido diante de uma palavra que ofende ou uma atitude agressiva. Não vou expor o nome dessas pessoas, apenas as respostas. A pergunta foi a seguinte:

"Quando alguém te magoa (com palavras, atitudes ou falta de atitudes) como você reage? Devolve com palavras duras e ofensivas ou mesmo magoado (a) responde com gentileza? Se surgir a oportunidade de vingar-se dessa pessoa, você o faz ou deixa pra lá?" 

E as respostas foram:

"Olha, sei que não deveria mas nesta situação eu tenho certeza que eu devolvo com palavras duras (e muito) e ainda crio a oportunidade para a vingança. Mesmo que algum tempo depois.."

"Acho que dá vontade de responder na hora da raiva, quanto a se vingar? Depois que passa a gente acaba esquecendo. Eu sei porque aconteceu uma parada dessa comigo, na hora do sangue quente respondi a queima roupa, mas me vingar, larguei de lado."

"Pra mim tudo é relativo, depende muito do tipo de relacionamento que você tem com essa pessoa... sendo assim, para cada uma reajo de forma diferente... Umas são tão mesquinhas e insignificantes que nem perco meu tempo, outras precisam ouvir certas coisas que possa ferir seu ego pra ver se acorda pra vida e outras são tão especiais que o máximo que consigo é ser sutil. E quanto a vingança, digo novamente... depende de que tipo de relacionamento tu tenha com essa pessoa... mas não posso terminar com a seguinte frase......"vingança é um prato que se come frio e pelas bordas"

"Com certeza respondo com gentileza, porque mesmo sendo afetado, não devo retrucar com as mesmas palavras recebidas, pois estarei causando mais confronto. A questão de vingança, deixaria pra lá, pois quem gosta de barraco é cachorro.. hehe!"

"Não sou vingativo. E quando me magoam ou me ignoram como vem acontecendo, não sou de fazer algo para devolver na mesma moeda"

"Normalmente quando acontece uma situação assim, procuro conversar de imediato e resolver logo."

"Eu com certeza me vingo! Não deixo barato, pois guardo rancor. Pode passar o tempo que for, eu não esqueço."

"Pago com a mesma moerda, pois como dizem: aqui se faz, aqui se paga."

Depois de ler essas respostas, eu pesquisei um pouco sobre o assunto e percebi que a maioria das pessoas tem aquela famosa atitude de "não levar desaforo para casa" e assim, escolhe por aumentar o aborrecimento. Segundo Sandra Maia - colunista do site Yahoo e escritora - o ideal é se afastar das pessoas que costumam ferir com palavras e atitudes. Ela diz o seguinte:

"Saia de perto. Assim, se qualquer uma das pessoas que estiverem o seu lado se caracterizar como aquela que bate, saia de perto! Fuja desse tipo de relação! É destrutivo! Não faz bem a ninguém – ao algoz, que se ressente de sua atitude, e à vítima, que leva sempre o pior.
Não precisamos de fato de viver dessa forma. A vida já é complexa, e o mundo mais ainda. Que possamos então trazer para o nosso entorno pessoas saudáveis, queridas, cheias de amor para dar e também abertas a receber. Pessoas que nos aceitam como somos e que nos estimulam a buscar formas de transformação dentro do nosso ritmo, das nossas possibilidades no momento.

Vamos, por fim, mudar nosso repertório – nossa forma de lidar com o outro e com vida. Podemos, sim, escolher não viver mais a rejeição. Podemos, sim, escolher quem trazemos para perto" (http://colunistas.yahoo.net)

De um modo geral, penso que todos temos sensibilidade e é absolutamente natural nos chatearmos com o que nos fazem. O que não pode acontecer, é deixar que isso se estenda por muito tempo e vire mágoa. O segredo para lidar bem com isso, é saber quem verdadeiramente somos e o nosso valor. Penso que ser igual / agir igual não muda nada, mas que agir em amor, mostrando o quão diferente somos é o ponto, é O TROCO para que quem nos ofendeu, chateou, desprezou, julgou ou simplesmente nos aborreceu, sinta-se no mínimo envergonhado. Para palavras duras, olhos que julgam e cara feia, dê como troco AMOR e SORRISOS.







terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Afinal, qual é a medida?






Andando na rua durante o dia, vejo uma mulher cheia de maquiagem e logo penso: "Meu Deus! Pra quê tudo isso em plena luz do dia?" ou ouço a minha vizinha falando com o gato: "Ô Miuuuun, não foge nãooo, vem cá com a mamãe, veeem, coisa linda!" e começo a pensar "Que mulher doida! Ela acha que o gato entende? Pra quê isso tudo?". Assistindo a tv, vejo um caso de tragédia entre casais, onde o motivo foi ciúme em excesso, logo falo: "Genteeee, isso é não é normal! Por que as pessoas amam demais e se sentem donas dos outros?".  E quem é que nunca viu aquela criança mega tímida e dependente por causa de cuidado excessivo dos pais?

E aí eu fico querendo saber: Afinal, qual é a medida? Essa pergunta deveria ser feita em todos os momentos da vida. Na minha adolescência, sempre bati de frente com o meu pai e se naquela época eu me perguntasse sobre a medida, certamente teria maneirado na rebeldia boba e ele seria meu amigão desde sempre. Outra situação é que de um modo geral, eu brinco demais. Sempre fazendo piada. Deve haver alguém que pense: "Meu Deuuuus! Que garota chata! Nunca entendo as piadas dela!" - poxa, sorry... - Ah, existe ainda a situação mais complicada de saber a medida: relacionamentos! Ui, dá até frio na barriga!

Já passei pela seguinte situação: Eu nunca ligava para um ex-namorado, aí ele me apelidou de "pedrinha de gelo", haha. Eu, uma pessoa muito amorosa, fiquei tocada com aquilo e decidi ligar de vez em quando, até que uma vez meu antigo gerente - Um beijo, Jociney! - veio à minha mesa de forma muito marota e disse: "Saaaaaaaaaai do telefone, mulher!" Pronto, eu havia perdido a medida!

E é assim em tudo, em todas as áreas da nossa vida precisamos saber qual é a dose certa. Quem dera fosse fácil! Coisas engraçadas acontecem por não sabermos lidar com isso, mas existem também situações sérias, como a tragédia de casais que comentei que acontecem porque alguém ou ambos perderam o controle, a medida. Eu encho a boca para falar que tenho senso. Sei lá, acho muito legal falar isso em certos momentos, hehe. Mas aí, fiquei refletindo sobre o assunto e acabei associando a palavra MEDIDA à palavra SENSO. Será que eu estava certa? Hum, vejamos o significado de ambas:
 
MEDIDA (resumidamente): Proporção; Alcance; Cálculo, Regra, norma ; Decisão, determinação; Providência; Prudência, cordura.

SENSO (também resumidamente): Juízo claro. = prudência; equilíbrio nas decisões ou nos julgamentos em cada situação que se apresenta.

Ou seja: Quem tem senso, sabe a medida. Ou seja ²: Eu não tenho senso quase nunca. Sendo assim, pergunto: AFINAL, QUAL É A MEDIDA? Quem souber, me explica!


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu só queria dizer que:



Mesmo eu grande, ela cuidaria de mim, eu sei. Se preocuparia se almocei ou não, se a minha bochecha está rosada ou se estou pálida.

Mesmo eu grande, ela seguraria meu braço para atravessar a rua e me levaria até o portão quando eu saísse sozinha.

Mesmo eu grande, ela ligaria preocupada porque passaram-se 5 minutos da hora de chegar em casa. Eu pediria para deixar de bobagem e ela diria nervosa: "vem embora logo!"

Mesmo eu grande, ela me permitiria deitar a cabeça em seu colo para assistir novela.

Mesmo eu grande, ela reclamaria da hora tarde que vou dormir.

Mesmo eu grande, ela acordaria antes de mim para fazer café ou me dizer: "Vai com Deus e que Jesus te proteja e te guarde."

Mesmo eu grande, ela faria bolo no meu aniversário, me daria presente e me abraçaria forte chamando por algum dos muitos apelidos que inventava pra mim.

Mesmo eu grande, ela me defenderia desde o mosquito que pode me picar ao assassino que queira me matar.

Mesmo eu grande, ela me acompanharia em todas as consultas médicas e diria: "eu tenho que explicar tudo direitinho ao doutor."

Mesmo eu grande e quando me casasse, ela não deixaria de se preocupar se não estou esquecendo de beber água.

Mesmo eu grande, ela continuaria contando à todos que fui boa aluna e diria: "Flavinha aprende tudo rapidinho."

Mesmo eu grande, sinto falta de chorar para ela os meus medos mais bobos.

Mesmo eu grande, sinto vontade de simplesmente segurar na mão dela quando estou triste.

Mesmo eu grande, sinto falta das palavras de apoio e força que só ela me dava.

Mesmo eu grande, sinto falta de mexer no cabelo dela.

Mesmo eu grande, sinto falta de tê-la por perto para me dar um remédio quando estou doente.

Mesmo eu grande, ainda lembro das músicas que ela cantava para mim.

Mesmo eu grande, tudo o que queria era ser mimada e protegida por ela.

Mesmo eu grande, choro fácil, falo por impulso, abraço, brinco, passo trotes, dou risada e amo, herdando ELA, minha preciosa, minha melhor amiga, minha MÃE.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PAZ



PAZ (latim pax, pacis) - 1. Quietação de ânimo; 2. Sossego, tranquilidade; 3. Ausência de guerra, de dissensões; 4. Boa harmonia; 5. Concórdia, reconciliação; 6. Paciência, pachorra.

Temos vivido dias de verdadeira guerra. Vemos sangue, mortes, pessoas pedindo a tão sonhada paz. É tudo muito triste e apesar de sempre existir alguém que arrume uma maneira de zombar, - inclusive da falta de paz - a maioria dos brasileiros se comoveu e não parou de pedir e falar em paz nos últimos dias.

Vejamos algumas imagens e frases que marcaram a última semana:

 









"Um dia ele ia ter que pagar" - Ivanildo Dias de Trindade, que entregou o filho Carlos Augusto à polícia.

"Nunca passei por isso. Fiquei em casa, esperando acabar. Vim na rua agora, mas não gosto de ver tanta polícia." - Daniel, de 9 anos, sobre ocupação no Complexo do Alemão.

"Eu tô deitada no chão desde quinta-feira, última vez que saí de casa." - Roseli, de 21 anos, sobre operação no Complexo do Alemão.

"Eles [criminosos] são muito covardes, estão acuados. Nesse momento é cada um por si. Então podem fazer pessoas reféns, se esconder em casas de moradores." - Coronel Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar, sobre a operação no domingo (28).

 
"Estamos seguindo os rastros de sangue." - Rodrigo Oliveira, subchefe operacional da Polícia Civil.


Triste! Muito triste! Mais triste ainda é esperarmos acontecer algo assim para "acordarmos para vida" e enxergarmos que o mundo precisa de paz! A paz deve começar no coração, nas palavras que saem da nossa boca, em casa, no trabalho e em todas as situações que fazem parte da nossa rotina. Se todos nós prestássemos atenção nesse detalhe - que faz toda diferença -, certamente não haveriam tantas mortes e uma realidade tão triste como a que vimos nas fotos acima.

Eu necessito de paz, você necessita também. Mas será que diariamente - sem guerra no Rio - nos preocupamos com a paz alheia e até mesmo com a nossa paz?

Paz não significa somente "ausência de guerras" como já lemos acima. O que vejo são pessoas xingando e arrumando confusão no trânsito; vejo fisionomias sérias, sem um sorriso sequer; vejo gente incapaz de fazer uma gentileza; vejo gente que discute por um lugar na fila da padaria; vejo gente egoísta; vejo gente que só visa dinheiro; vejo pais ausentes; vejo filhos enganando os pais; vejo maridos/namorados espancando suas companheiras, vejo gente querendo "passar a perna", etc. Agora me respondam: isso é viver em paz? Não estou apontando, na verdade até me vejo em certas situações que citei. Infelizmente, muitas vezes a gente nem percebe o que está fazendo.

Um dos mandamentos de Deus é: "Amai-vos uns aos outros". Mas a realidade é: este mandandamento vem sendo substituído pelo "Cada um no seu quadrado." É cada um por si, esquecendo de ser essência e vivendo só de aparência. Isto não é viver em paz!

Queremos paz! Que este seja não só um clamor em tempos de guerra no Rio, mas que seja um desejo do nosso coração todos os dias. Que a paz comece em nós (paz interior) e que seja transmitida aos que estão ao nosso redor. Hoje, o meu clamor é: PAZ PARA O RIO! PAZ EM MIM! PAZ EM NÓS!

 



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Arriscar - É pra hoje!








Costumo me irritar com conformismo, situações estáticas, gente imutável... Sabe aquelas pessoas que estão satisfeitas com pouco, contentes com um emprego mais ou menos, têm consciência de que estão erradas e mesmo assim permanecem ali, sem fazer nada?

Fico me perguntando como pode isso! Não estou falando de ambição exagerada, de ser um (a) louco (a) impulsivo (a) ou de ser inconsequente. Estou falando de se mexer!

Se eu contar as besteiras que já fiz por não conseguir ficar parada/conformada facilmente, uns morrem de rir, outros choram, rs... Mas não me arrependo! Principalmente porque gerou aprendizado. Fora que ser corajoso (a) o suficiente para assumir riscos e muitas vezes se expor, gera uma confiança em si próprio que ajuda em todas as áreas da sua vida. Falo por experiência própria.

Conformismo e insegurança andam lado a lado, sabia? Então, mesmo que você erre - é um risco que sempre irá correr - siga o coração, não se conforme com o que não te faz feliz - trabalho, faculdade, casa, namoro, casamento, etc - e ARRISQUE! Errar é um risco que corremos toda hora. Se for para errar, que você erre por fazer demais!

Escolha o dia de hoje para se levantar de onde está. Seja no trabalho onde não te reconhecem; na faculdade onde está para agradar a terceiros; no casamento só para manter as aparências; no namoro infeliz só por carência; tendo pouco, quando sua capacidade lhe permite ter muito mais; errando o mesmo erro de anos, entre tantas outras coisas.

Hoje é o seu dia de arriscar e virar um inconformado (a) sedento (a) pelo melhor!

Eu encerraria o post da sequinte forma: "Seja feliz e por favor, ARRISQUE!", mas estaria dando o conselho errado. O correto é: ARRISQUE e seja feliz, bem mais feliz!






"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver."
Martin Luther King





segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre o Tempo




Sabe aquelas pessoas que a gente considera o famoso doce de leite? hahaha! É aquele alguém bonzinho, porém enjoadinho. Conheço um monte! Não vou falar de nenhuma dessas pessoas não, mas vou contar algo que descobri: o tempo é um docinho de leite tal qual essas pessoas que a gente conhece por aí.

Eu acho bom porque só ele é capaz de aliviar dores, mágoas, tristezas. Mas também acho enjoadinho, simplesmente porque detesto esperar. Por exemplo: Eu amo o tempo quando ele tá perto de acabar e aquela coisa tão esperada está para acontecer, mas passo a odiá-lo quando a coisa (essa coisa quase sempre é uma pessoa) vai embora e eu vou ter que esperar tudo de novo; No sentido contrário, eu odeio o tempo quando algo que planejei deu errado e as pessoas vêm me dizer: "Caaaalma, Flávia! Dê tempo ao tempo!", mas viro fã do tempo, quando ele simplesmente passou e eu entendi que o melhor foi ter acontecido daquela forma. 

Tratando-se do perdão, o que posso dizer é que o tempo é irmão dele. Andam juntos. Difícil encontrar alguém que consiga perdoar horas depois de ser magoado. Não dá! E isso não significa que a pessoa seja ruim. Ora, uma palavra dita não volta atrás e tem o poder de machucar e muito! Fica guardado, fere a alma... Como perdoar? Só com o tempo.

O tempo não faz milagres, quem faz milagre é Deus, mas o próprio Deus pode usá-lo para tratar principalmente da nossa alma e do nosso coração. Além de aprendizado e experiência, o tempo gera perdão e cura.

Tenho vivido um tempo de mudanças muito importantes para mim. Venho tirando alguns entulhos que guardei no coração com o tempo, mas o próprio tempo me ajudou a tirar.

Pensei até em fazer as pazes com o tempo enquanto escrevia, mas me lembrei que o danado "não passa" e me causa uma saudade enorme! Tenho com ele uma relação de amor e ódio, rs. E assim os dias vão...

"Talvez o tempo te ponha na sua escola pois não terás melhor professor que ele." ( Abu Shakur )





sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu tava aqui pensando...


A vida segue surpreendendo. Eis que quando eu menos esperava, da forma que menos esperava: aconteceu.

E eu que pensava que havia aprendido a controlar emoções, vontades, sentimentos tive que dizer para mim mesma: perdi! Mas perdi feliz, rs.

Dos ensinamentos que a vida me deu, não esqueço um sequer, mas da minha essência também não posso esquecer e a minha essência é só amor. Eu vivo dizendo por aí que penso com o coração, e é a mais pura verdade. Sou muito grande para brincar de esconder o que estou sentindo e filha de Alguém muito maior para ter medo. Está nas mãos de Deus! :) 


"E no meio de tanta gente eu encontrei você;
Entre tanta gente chata, sem nenhuma graça, você veio..."







domingo, 14 de novembro de 2010

Será?







Esses dias, vi uma comunidade no orkut e naturalmente dei boas risadas aqui, sinalizando minha total idenficação, haha! Não lembro exatamente o que dizia, mas era uma comunidade para pessoas que sentiam-se testadas intelectualmente em diversas ocasiões. Se eu disser que tenho essas loucuras você vai rir, né? Pois então ria gostoso! Eu tenho isso! Hehe! Outra situação, é que eu tento ser discreta, mas com minha altura (1,77), a missão fica complicada, então quando chego nos lugares, tenho a leve impressão de que estão todos me olhando. Preciso também confessar que quando some alguma peça de roupa, imediatamente penso da minha cunhada, hahaha!

Estamos falando de DESCONFIANÇA. Traço fortíssimo da minha mãe, que eu herdei tão forte quanto. Estou descontraindo sobre o tema, porque muitas vezes torna-se engraçado, mas tudo o que eu disse é fato. Acontece mesmo! Imagino que todo mundo tenha situações engraçadas sobre isso. Porém, desconfiar não é nada agradável, certo? Mulher então... É uma mistura de desconfiança com o famoso sexto sentido... No fim é quase uma bola cristal, haha. COM-PLI-CA-DO. Oh, e como é!

Deixando um pouco o lado engraçado disso tudo, vou contar o porquê deste tema: Nos últimos tempos, escolhi algo para mim. Não vou entrar em detalhes, mas enfim: escolhi. Estou (ou estava?) feliz com a minha escolha. Até que, a escolha deu uma vazada e vieram alguns/algumas engraçadinhos (as) dizendo coisas como: "você é doida!" ; "isso não dará certo! " ; "você vai quebrar a cara!" e outras palavrinhas não muito agradáveis.

Eu teimosa como sou, não dei muita importância, não desanimei, porém não me esqueci. E aí percebi que o número de pessoas que diziam as mesmas palavras só crescia. Bom, meu "desconfiômetro" apitou, não teve jeito. Mas o pior é: apitou duas vezes, haha! Apitou primeiro para minha escolha. Depois apitou para as pessoas muy amigas que apontaram a minha escolha como loucura. Minha cabeça ferveu.

Eis o título deste post: Será? Até que ponto as pessoas estão sendo sinceras? É sinceridade ou interesse em alguma coisa? Praticamente TODOS que me chamaram de louca pela minha escolha, "ganhariam" algo se eu desistisse da mesma. Daí a razão de questionar se existe sinceridade.

É certo que todos passam por esse tipo de situação todos dias. E só quem passa, sabe o quanto é complicado e o quanto corremos o risco de errar diante disso.

Já contei aqui no blog sobre a minha impaciência, lembram? Venho tentando melhorar em relação à isso e Deus vem me dando uma forcinha (Como sempre! Te amo, Deus!). Aprendi que as minhas expectativas e os meus sonhos devem estar em Deus. Mas diante dessa situação, aprendi que a minha confiança também deve estar em Deus! Óbvio que o próprio Deus coloca pessoas maravilhosas e dignas da nossa confiança em nossas vidas, mas tratando-se de uma "escolha", como é o meu caso, certamente é mais sábio confiar em quem tudo sabe, concorda?

"Será?" Imagino que você já tenha feito essa pergunta, ou de repente esteja fazendo atualmente, assim como eu. Existe algo que tem me ajudado a "descansar" e vou compartilhar com você:
 
"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus.
Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé. (Salmos - 20: 7 à 9)"
 
Entendi que devo confiar em Deus e no cuidado Dele. Não sou burra, quero ser feliz e óbvio, escolhi Deus para cuidar do meu futuro e de todas as minhas escolhas. Sou humana e desconfio, muitas vezes fico ansiosa, mas como diz o versículo, eu levanto e estou de pé!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dedicação









Todos os dias nos deparamos com diferentes situações, acordamos e já sabemos o que teremos para fazer naquele dia, ou damos aquela olhadinha na agenda para nos lembrarmos dos compromissos. No decorrer do dia, nem tudo acontece como imaginamos. Ninguém está livre das surpresas da vida. Tantas coisas inesperadas nos acontecem, não é mesmo? Mas como agir? Como agir diante dos nossos afazeres diários, nos nossos relacionamentos (familiar, profissional, de amizade, amoroso) e das surpresas que a vida nos dá de presente (de grego muitas vezes, rs)?

A resposta é DEDICAÇÃO. Toda e qualquer situação encarada com dedicação tende a dar certo ou na pior das hipóteses, ter um final menos doloroso.
Trabalho exige dedicação, manter a saúde exige dedicação, ter um corpo bonito exige dedicação, ter uma amizade verdadeira exige dedicação, ter um namoro feliz exige dedicação, etc... TUDO o que fazemos exige dedicação.

Eu confesso que muitas vezes me preocupo demais com o que as pessoas vão pensar/falar. Por isso, procuro honrar o meu nome em tudo o que faço. Como? Com dedicação. Tudo o que faço, seja em qualquer área da minha vida, leva o meu nome e minha imagem. Então, eu quero mais é levá-los da melhor forma possível. Pra isso eu tenho que me dedicar. Mas não é simples! Nada simples! Nem sempre acordamos dispostos a cumprir todos os compromissos; Nem sempre as coisas acontecem como esperamos, como já citei no início; Nem sempre aquele nosso amigo que anda fazendo as coisas de forma errada, merece a nossa total dedicação; Nem sempre nosso (a) namorado (a) que não tem dado muita atenção nos últimos dias, merece nossa dedicação. E por aí vai.

Dedicar-se não é fácil, apesar de parecer bem simples na teoria. Confesso a vocês que tenho uma mania muito feia de adiar certas coisas até o máximo que consigo. Ora, isso não é dedicação! Lembra que falei agora pouco que me preocupo em fazer tudo com dedicação para levar o meu nome e a minha imagem da melhor maneira possível? Será que estou entrando em contradição?? Não estou! Estou é te mostrando que por mais preocupada em acertar e fazer bem feito que eu seja, dedicar-se é difícil! Mas muito mais que difícil, dedicar-se é necessário, e acreditem: é compensador.

Nesse último fim de semana, eu abri mão de coisas legais, de estar com os meus amigos, de dormir na minha caminha e do meu conforto, para estar e acertar as contas com alguém que amo demais! Fiz um sacrifício grande e chegando lá na sexta-feira, eu tive até vontade de desistir, mas mantive a dedicação e no final, deu tudo muito certo! Foi mais do que compensador, foi perfeito!

Eu li que a dedicação antes de ser um caminho, é uma escolha e uma crença.
Portanto, sabendo que não sou ninguém, mas aproveitando a minha experiência, deixo o meu conselho: Dedique-se em tudo o que fizer! O retorno que a dedicação lhe proporciona, é sem dúvidas a recompensa de todo e qualquer sacrifício!

Encerro com o maior exemplo de dedicação que conheço e que me fez meditar bastante:

Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.”  (Romanos - 5:8)






terça-feira, 2 de novembro de 2010

Metanóia


Metanóia é uma palavra de origem grega (μετάνοια , metanoia) e significa arrependimento, conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos; caráter trabalhado e evoluído.
Mudanças ocorrem todos dias. Mudamos de casa, de emprego, de visual, de opinião, etc. Mas e a mudança da mente? Será que é possível?

Mudar de opinião, acho que não se encaixa em mudança de mente. Digo por mim, que sou teimosa ao extremo, e vez ou outra mudo de opinião devido a certos fatos e claro, porque não sou dona da verdade absoluta, mas minha mente permanece igual e o meu comportamento também.

Andei pensando na possibilidade de existir ou não  a mudança da mente, também conhecida metanóia. Já parou para pensar o que uma mudança de mente poderia gerar numa pessoa? Mudança de comportamentos, de costumes, de ciclo social, dentre tantas outras. Foi pensando nisso, que me fiz peguntas como: A metanóia pode ser tanto positiva, quanto negativa? Alguém muito perturbado pode se tranquilizar e ficar numa boa, como alguém muito do bem pode tornar-se um assassino? Isso é possível? Existe mesmo essa tal metanóia? Ou será que quando há alguma mudança de comportamento nas pessoas, não está acontecendo nada além do despertar de uma essência que sempre existiu, porém estava escondida?

Penso que se fizéssemos uma pesquisa perguntando se existe interesse em passar por uma metanóia, a maioria responderia que sim. Afinal, existe ser humano 100% satisfeito consigo e com as consequências sofridas por seus atos?

"Aqui se faz, aqui se paga" - nisso sim, eu sempre acreditei. "Colhemos o que plantamos" - tem o mesmo sentido, sempre falei e acreditei nessa frase também. Então acredito que todo mundo tenha algo a desejar na forma de pensar e naturalmente de agir... Sendo assim, a maioria marcaria no quadradinho lá: SIM, QUERO PASSAR PELA METANÓIA.

E eu, quero! Quero muito! Gente do céu, como eu quero! Quero parar de achar que sou dona da razão quando por algum motivo discuto com alguém e vez ou outra (para não dizer quase sempre) exagero nas palavras; quero também parar de me preocupar com detalhes e viver mais; quero ter mais paciência; quero parar de deixar tantas coisas pra depois; quero deixar de acreditar que todo mundo é bonzinho; quero deixar de me stressar com o que não me acrescenta, em resumo: eu quero quase que nascer de novo!

Bom, sei que estou prestes a passar pelo seguinte teste: metanóia - possível ou impossível? Juro que é sério! O teste será nesse final de semana. Meu grande e machucado coração está aberto. A resposta do teste? Os sortudos (ou não) que convivem comigo saberão e quem não convive também saberá de alguma forma, acreditem.

Para quem pensou que sou uma droga de pessoa, devido ao grande número de coisas citadas que quero mudar, sinto-me na obrigação de dizer que nessa possível metanóia, eu não quero mexer nos seguintes pontos: meu humor aguçado e envolvente, minha satisfação e charme ao fazer as mais diversas danças por aí, meu dom de imitar vozes quando passo trotes, minha capacidade indiscutível de cantar a música "por enquanto" da Cássia Eller, meu primor ao cozinhar purê de batatas com orégano, etc, etc, etc... São muitas qualidades, queridos. Prefiro manter a humildade e parar por aqui. Hahahahaha!

E dá-lhe metanóia!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que ficou marcado







Somos todos únicos. Muitas coisas nos diferem dos demais... Nacionalidade, personalidade, criação, traços físicos e as nossas marcas.

Acredito que exista um plano traçado por Deus para cada um de nós, antes mesmo de nascermos. Fico imaginando Deus programando numa espécie de fichário ou numa planilha de Excel o dia do nascimento, dia da nossa morte e tudo o que viveremos nesse mundo.

Outra Flávia como eu não existe e se existisse, imaginem que doideira! haha! Aí imagino Deus lá pensando: "Bom, essa aqui se chamará Flávia, vai nascer no Brasil, lá em Campos, no Rio de Janeiro (poxa vida, Deus! Queria ter nascido na Itália, haha!) no dia 29 setembro de 1987. Vou dar de presente para ela uma mãe carinhosa, dedicada e amiga e para não faltar juízo, darei de presente um pai íntegro, honesto e compreensivo. Ah, quando ela nascer, já existirá o Fabrício para ser o irmão, esse servirá para exercitar a paciência dela (hahaha), mas eles se amarão no final das contas. Flávia terá uma infância então bem tranquilinha, normal e feliz. Porém, eu, DEUS, sendo justo, mesmo amando Flávia deixarei que ela se responsabilize pelos atos e aceite as consequências. Mas jamais a deixarei. Estarei com ela em todos os momentos e a Minha força será com ela..."

E assim Deus continuou escrevendo a minha história. Óbvio que tudo se cumpriu e continuará se cumprindo de acordo com a vontade de Dele.

Pode haver alguém que tenha passado por situações parecidas com as que eu vivi, mas as marcas que ficaram, são minhas, só minhas. Só eu sei, só eu senti do meu jeito, ninguém sentiu igual. Acho que de todas as coisas que diferenciam pessoa por pessoa, as marcas que carregamos em nós é o que temos de mais individual, de mais "nosso". Ninguém sabe exatamente o que se passa no nosso coração, por mais que nos conheça. Podem imaginar, mas sentir igual, é impossível.

Não reclamo (quase nunca) da vida. Tenho muito mais a agradecer! Tenho marcas que me emocionam, a maior delas, sem dúvidas, foi a oportunidade de  ter a minha mãe perto de mim por quase 20 anos e receber o amor mais bonito que já vi. Mas também tenho as marcas das coisas que machucaram, palavras, atitudes, decepções... Tenho certeza que você também!

Coisas ruins infelizmente acontecem com todo mundo e com elas crescemos, evoluímos, aprendemos um monte. Dói! E como dói! Mas passa... Passa, mas a gente não esquece. Eu não me esqueço das coisas tristes que vivi, tenho marcas aqui. Cabe a mim deixar essa marca ser uma ferida aberta ou uma cicatriz. Tenho aqui nas costas uma cicatriz de uma cirurgia que fiz quando ainda era criança. Olho para ela no espelho, lembro o porquê dela estar ali, mas nem dói. E assim eu quero que sejam as marcas do que não foi bom, que virem cicatrizes, para serem lembradas só de vez em quando a fim de me ensinar algo, mas que não causem dor...

Que as nossas marcas de carinho, amor e momentos felizes, estejam no nosso coração e que sejamos então "felizes para sempre"!
 



 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Paciência





A paciência é considerada uma das sete virtudes, e dentre elas, a mais difícil de se desenvolver, segundo a obra "Apotheosis", escrita por Prudêncio, um cara que foi considerado o maior poeta cristão da antiguidade.

Eu diria que paciência é ir pra guerra com a certeza da vitória, porque uma pessoa paciente, tem os pés no chão, serenidade, alcança o alvo sem grandes desgastes emocionais, e naturalmente é mais confiante.

Falando de mim, eu sou uma criaturinha ansiosa além do limite aceitável, questionadora incansável e calculadora do futuro, haha. Sério. Eu calculo como as coisas serão, como fulano agirá, etc. Em resumo: eu sou é completamente maluca, mas disfarço bem (ou não). E aí pensem se é possível uma pessoa ansiosa, questionadora e calculadora do futuro, ter a tal virtude que tanta gente chama de PACIÊNCIA. É impossível! E eu só lamento por isso... Não, isso não foi aquele modo de falar. Eu realmente lamento! E muito! Ser impaciente desgasta, stressa e me dá de brinde fios brancos. Até me considero forte diante de situações complicadas, já passei por várias e permaneço viva e sorridente, mas sem sombra de dúvidas, se eu tivesse paciência, tudo seria mais fácil e acreditem, mais rápido. Simplesmente porque uma pessoa impaciente, vive metendo os pés pelas mãos e daí tem que voltar lá no início e começar tudo de novo.

A palavra ESPERAR já me irrita. Mas quem perde com isso? Euzinha aqui. Perco o sono, a graça e o tempo que poderia estar curtindo enquanto tô impaciente. Acho que de uma forma geral, a grande maioria das pessoas é assim. Uns menos, outros mais.

A Bíblia nos fala muito sobre a Paciência. Vejam alguns versículos:


"Para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas." Hebreus 6:12

"Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima." Tiago 5:7-8


"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança." Romanos 5:3-4


"Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão." 1 Timóteo 6:11
 

Antes de escrever aqui pro blog, eu andei lendo alguns artigos sobre o assunto e vi que além da mensagem de Deus que nos é passada na bíblia, nós também podemos nos dar uma forcinha.

Segundo os psicólogos, paciência exige treino. E depende de nós dar ou não espaço para o que nos deixa impaciente. Bom, eu penso que talvez isso resolva em situações do dia-a-dia como no trânsito, com aquele colega lerdo do trabalho ou aquela pessoa chata da fila do banco, etc. Isso aí a gente consegue fugir, ou ouvir uma música que nos ajude a distrair, etc. Mas e aquelas situações que exigem única e exclusivamente ESPERA/PACIÊNCIA? O que fazer? Nesse caso o Milton Paulo de Lacerda, psicólogo e autor de livros sobre a paciência, diz que o treino da paciência requer saber lidar com adversidades. Há quem diga também que praticar atividades físicas ajuda bastante ou ainda fazer 20 minutos de meditação diária.

Eu particurlamente penso que tudo é válido e que apesar de ser bem difícil na prática, não é impossível. O esforço deve valer a pena! Digo deve porque ainda não me esforcei pra isso, confesso. Mas assim que souber, isso será papo pra um outro post.

Então: Sorte e tolerância aos impacientes como eu! 

Indico o livro: "Paciência - ter ou não ter?" do Milton Paulo de Lacerda.


                                                                      


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um Lance ou um Romance?

 


Na época em que eu usava aquele site de perguntas e respostas, o Formspring-me, me mandaram essa pergunta mais de 10 vezes e em todas elas, eu como super mulherzinha, super romântica e super sonhadora que sou, respondi sem pensar duas vezes: ROMANCE!

Aliás, é difícil encontrar alguma mulher que responda diferente disso. Nós temos mesmo essa ilusão de querer transformar nossa vida amorosa em conto de fadas. 

A gente percebe que deu uma fantasiada, depois dos primeiros 3 meses de namoro, ou quando a paixão virou um amor de verdade. Aí, já era! Aí tudo dá dor de barriga, tudo stressa, tudo, tudo, tudo te faz pensar em quem você ama. O telefone que não toca, vira teu inimigo; o e-mail que não chega vira teu inimigo, o mundo a sua volta fica feio se o seu amor não está por perto... É uma coisa de doido, gente!

Andei pensando sobre isso... Sobre a verdadeira agonia que é amar alguém. O problema é que mesmo sabendo dessa agonia e ansiedade que tomam conta de nós quando amamos, perdemos a vergonha na cara quando estamos sozinhas e o que mais desejamos é viver o famoso romance e nem lembramos que quase morremos de amor. Meu Deus, como é complicado!

Pensando sobre o assunto, me veio à cabeça a possibilidade de viver só um lance. Uma coisa mais leve, sabe? O famoso ficar sem compromisso. Se curtir, sem amar.

É, eu pensei... pensei... e repensei... E aí me perguntei: Mas e quando estiver chovendo em pleno sábado à noite e eu estiver triste? Putz, nessas horas nada cai melhor do que um amor do lado te fazendo carinho. Ok, eu sou uma boba sentimental. Mas é assim mesmo! Acho que até os homens que se vestem de frios e sérios curtem uma companhia nessas horas. Mas o pior é que não pára por aí. Além das noites frias, também é muito bom ter um amor pra te defender daquela injustiça que te fizeram no trabalho, um amor pra se importar se você tem se alimentado bem, um amor pra te animar, um amor que te cause uma saudade absurda que quase te mata, um amor que você queira cuidar, um amor que você tenha escolhido pra ser o pai/mãe dos seus filhos, um amor, punto e basta. 
Cena do Filme "Romance" com Wagner Moura e Letícia Sabatella
Eu penso que mesmo com toda agonia, sofrimento e entrega que o amor nos causa, vivê-lo é bem melhor que não tê-lo, não sentí-lo. Melhor sofrer por ter, do que sofrer por não ter. De toda forma, sofremos, não tem jeito. Li uma frase que é mais ou menos assim: "Todos nos causam sofrimento, basta saber por quem vale a pena sofrer." E eu acho que é por aí mesmo.

Eu amo, em primeiro lugar porque amar é um mandamento de Deus e Ele não nos fez para vivermos só, depois porque assino embaixo daquela frase do Mário Quintana que diz: "Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."

Sendo assim, depois de muito pensar, novamente respondo ao título desse post: RO-MAN-CE.